Órfã do Mangue (2025) — Zerado na dificuldade padrão, 42 horas de jogo.

Esse é um RPG de mundo aberto brasileiro que finalmente entende que ‘mundo aberto’ não precisa significar ‘mapa cheio de ícones repetidos’. A ambientação é um mangue amazônico com elementos de folclore reimaginado, e cada área explorada tem impacto real na saúde do ecossistema do jogo — destruir demais fecha caminhos, preservar abre novas rotas de história.

O combate é mediano, sem inovar muito ali, mas o sistema de crafting usando materiais coletados de forma sustentável (ou não) é genuinamente inteligente e te faz pensar duas vezes antes de sair destruindo tudo.

A trilha sonora, com influências de carimbó e batuque, é um dos melhores trabalhos de áudio que ouvi em jogo nacional. Recomendo demais pra quem gosta de RPG com ritmo mais contemplativo.