Concreto e Cigarra (2025), graphic novel única, 180 páginas. Li de uma sentada só.
A história acompanha Zeca, síndico de um prédio popular numa capital não nomeada, que decide investigar por conta própria a morte de um vizinho — um caso que a polícia arquivou rápido demais pro gosto dele.
O traço é seco, quase áspero, todo em preto, branco e um cinza-concreto que dá nome ao título. Cauê Barbatana consegue transformar prédio popular em cenário de noir sem parecer forçado ou deslocado.
Os diálogos, bem carregados de gíria urbana brasileira, fazem o quadrinho soar genuíno de um jeito que poucos HCs nacionais de crime conseguem hoje em dia.
Comentários