Nenhum Estranho na Estrada (2024), dirigido por Marlene Achebe. Um daqueles filmes que aparecem sem alarde e ficam na cabeça por semanas.

A premissa é simples: uma ex-policial decide atravessar o país de carro sozinha e para pra ajudar um motorista com o carro quebrado — decisão que ela vai passar o resto do filme questionando. A partir daí é um jogo de gato e rato claustrofóbico dentro de um Chevrolet velho.

O que diferencia esse suspense de tantos outros parecidos é a economia: pouquíssimos cenários, elenco reduzido, e uma trilha sonora quase ausente que deixa cada ruído do motor soar ameaçador.

Não é um filme perfeito — o clímax resolve rápido demais uma tensão que vinha sendo construída com muito cuidado — mas é daqueles suspenses que fazem valer a pena desligar o celular por hora e meia.